Recebemos dezenas de histórias de leitores que conseguiram sair das dívidas. Não em seis meses, como prometem alguns cursos online. Em 12 a 18 meses, com disciplina e um plano realista. Aqui está o que eles têm em comum.
O primeiro passo, e o mais difícil, é encarar os números. Muita gente sabe que está no vermelho mas não sabe exatamente quanto. Esse desconhecimento é paralisante. Quando você coloca tudo numa planilha — cada dívida, cada parcela, cada juro — o problema fica menor. Não porque diminuiu, mas porque você pode atacá-lo.
Liste todas as dívidas do menor para o maior valor. Pague o mínimo em todas, exceto na menor. Coloque todo o dinheiro extra nela. Quando ela acabar, use o valor que pagava nela para atacar a próxima. E assim por diante.
Não é o método matematicamente mais eficiente — pagar primeiro a dívida com maior juros economiza mais dinheiro. Mas o método da bola de neve funciona melhor psicologicamente. Ver dívidas sendo eliminadas uma a uma mantém a motivação.
Pegar empréstimo para pagar dívida raramente resolve. Você troca uma dívida cara por outra, e o problema continua. A exceção é quando a nova dívida tem juros significativamente menores — como trocar cartão de crédito rotativo por empréstimo consignado.
"A dívida não é o problema. O comportamento que gerou a dívida é o problema. Sem mudar o comportamento, a dívida volta."
Doze meses é um horizonte realista para dívidas de até três vezes a renda mensal. Para dívidas maiores, o prazo é maior — mas o método é o mesmo.